Você está aqui: Home Astrologia A Astrologia e o Amor – Relacionamentos

A Astrologia e o Amor – Relacionamentos

E-mail Imprimir PDF

No artigo – Os signos e o amor - procurei responder a uma das questões que mais despertam o interesse e a curiosidade de todos: “Qual signo combina com o meu?” Relacionamento é talvez a maior preocupação do ser humano, não só porque somos seres eminentemente sociáveis e por isso mesmo dependentes uns dos outros para sobreviver, mas também porque na nossa sociedade ocidental vivemos, desde a Idade Média, um ideal de amor romântico como fenômeno de massa. Toda literatura, cinema, revistas populares, novelas criam em nós a expectativa da felicidade vinda através do outro e fazem do romance a base dos casamentos e relacionamentos amorosos. Esperamos que o outro seja perfeito, nos complete, se mantenha e nos mantenha apaixonados, nos revele o verdadeiro sentido da vida! No entanto, a realidade nos mostra que continuamos insatisfeitos, profundamente solitários, frustrados e principalmente alienados de nós mesmos. Apesar de todo ideal romântico, não somos capazes de construir relacionamentos afetuosos, criativos e baseados em confiança mútua, responsabilidade e compromisso com o outro.

Neste ponto a Astrologia pode ajudar revelando para os casais as motivações subjacentes e os impulsos inconscientes que aproximam ou afastam um do outro. Mas só haveria uma real validade para que se procure tais motivações se ambos estiverem dispostos, em primeiro lugar, a conhecer a si mesmo e ao outro como indivíduos, em segundo, a tornarem conscientes as energias que os unem ou separam e finalmente, e mais importante, se quiserem trabalhar sobre si mesmo para modificar o que estiver sendo prejudicial para a relação. Uma simples curiosidade “vamos ver se dá certo” não se justifica e seria apenas uma leviandade a mais, entre tantas que se cometem contra os relacionamentos humanos.

Neste processo, como já disse no artigo passado, não são só os signos que contam, mas o mapa como um todo. Só a totalidade do mapa pode revelar o potencial que cada um precisa desenvolver, os desafios a serem vencidos e as qualidades que tem para oferecer ao parceiro. Vamos agora ver, resumidamente, o que deve ser comparado nos dois mapas. A esta comparação os astrólogos chamam de sinastria.

Primeiramente analisamos individualmente cada mapa para conhecer-lhe os detalhes e fazemos separadamente a entrevista com cada parceiro, para que ele se conheça melhor. Depois juntamos os dois mapas e olhamos o desenho que se forma no centro pelas linhas que ligam um planeta ao outro. O que podemos ver? Como exemplo: se as linhas de um forem horizontais (voltado para o encontro com o outro) e do outro verticais (voltado para a individuação), ou se o de um formar um triângulo (denota movimento) e do outro um polígono (denota estabilidade), a relação será estimulante, mas os dois serão muito diferentes e, passada a euforia do ”estarem apaixonados”,  poderão se estranhar. Se os planetas de um estiverem todos, ou a maioria deles, do lado direito do mapa (centrado no outro) e do outro do lado esquerdo (autocentrado), haverá uma complementação de interesses, mas um será mais voltado para si mesmo e poderá não entender a constante necessidade de confirmação do outro e ficar bastante irritado com isso.  E o autocentramento do outro poderá ser visto como egoísmo, o que causará mágoa e ressentimento.

Depois podemos ver as cores que estão presentes. Se um tiver uma grande quantidade de vermelho (energia de ação), sua tendência será se unir a quem tenha uma quantidade razoável de verde (sensibilidade, capacidade de percepção) ou azul (possibilidade de relaxar e desfrutar os prazeres da vida), para que o outro lhe dê o que lhe falta. Isto acontece muito mais do que podemos supor e gera, depois de algum tempo, a inveja de um parceiro pelo outro porque ele não é capaz de desenvolver por si mesmo aquelas qualidades que um dia apreciou no outro. A tendência é que o que um dia foi apreciado, comece a incomodar e a necessitar ser reprimido. É muito comum vermos pessoas introvertidas se casarem por compensação com pessoas extrovertidas e depois se queixarem amargamente um do outro. O que um dia pareceu estabilidade, passa a ser considerado prisão e o que pareceu alegria, passa a ser considerado leviandade, superficialidade e assim por diante.

Numa comparação de mapas, o mais produtivo não é comparar os signos, mas verificar em que casas os planetas de um caem no mapa do outro. Em nossas vidas ficamos sempre envolvidos pela confrontação e luta com as circunstâncias externas e, em nossas parcerias, quem representa o nosso ambiente imediato é o parceiro, com quem partilhamos nossa vida diária com maiores ou menores atribulações. Assim, quando temos uma casa vazia, naquela área da vida somos mais ou menos inexperientes e o outro pode nos ajudar e nos completar. Por exemplo: se temos uma casa dois vazia (que se refere a posses e valores,  tanto materiais como espirituais), se tivermos um parceiro com uma casa dois cheia, ele poderá nos ensinar a lidar com dinheiro, e isto será muito proveitoso!

Outro modo de olhar, e é extremamente revelador, é justapormos os planetas de um no mapa do outro, pela posição nos signos e verificarmos os “clicks” (pontos de contato) que se formam. Para a relação durar, é necessário que haja pelo menos mais de um ponto de contato. Se não houver nenhum, a energia logo se esgota e a relação se desfaz, porque não tem como se sustentar. Observando os “clicks” que se formam entre os planetas, os pontos de contato entre eles, teremos a percepção exata da dinâmica que envolve a parceria.

Uma palavrinha: antes de ter a expectativa de viver na relação um estado perene de romance, ou de tentar o “e foram felizes para sempre”, um cuidando do conforto do outro, o ideal seria que os relacionamentos pudessem proporcionar a maior chance possível de crescimento e desenvolvimento pessoal. E não há desenvolvimento sem crise, nem relacionamento sem conflito. São nossos problemas que nos ajudam a ir adiante. Mais do que desejar um amor romântico, cheio de adrenalina, o que precisamos para sermos felizes é trabalharmos para manter as condições de diálogo, praticar a tolerância um com o outro, estabelecer a confiança mútua e sobretudo, estarmos dispostos a transformarmos a nós mesmos, e não ao outro!

Astrologia Psicológica
 

PUBLICIDADE

Divulgue seu evento com a gente! Cursos, Oficinas, Palestras, Workshops

Consulte valores para criação e veiculação.
line1

Banner Topo
medindo 600 x 200 pixels
Banner Vertical
medindo 200 x 240 pixels

banner-topo

banner-vertical

FALE CONOSCO

Para colaborar, sugerir e/ou reclamar entre em contato conosco
no endereço abaixo ou via e-mail.

  • Endereço para correspondência:
    Av. Guilhermina Cunha Coelho,
    350 cs A6 - CEP 14021-520
    Ribeirão Preto – SP

  • Telefone: (16) 3621 9225 / 9992 3408